Oração da Serenidade



Deus, concedei-me,
A serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar;
Coragem para modificar as coisas que posso, e
Sabedoria para saber a diferença.
Vivendo um dia de cada vez;
Desfrutando um momento por vez;
Aceitando as dificuldades como o caminho da paz;
Tomando, como ele fez, este mundo pecaminoso como ele e, não como eu gostaria que fosse;
Confiando em que ele fará todas as coisas certas se eu submeter-me a sua vontade.
Que eu possa ser razoavelmente feliz nesta vida;
E infinitamente feliz com ele para sempre na próxima.
Amém.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

QUEM DIRIA

Revanchismo pouco é bobagem! Em São Paulo, não faz muito tempo, um deputado estadual comuna travestido de tucano ameaçou apresentar propositura trocando nomes de prédios públicos, monumentos, rodovias e quetais que tivessem qualquer relação direta ou conotação próxima com militares que atuaram nos chamados “anos de chumbo”.

Quando governador, Mário Covas levou a Brasília um anteprojeto de lei simplesmente propondo acabar com a Polícia Militar no país. Por pura ojeriza à expressão “militar”.  Pelo que saibamos, ele jamais foi preso ou sequer levou um tapa no período revolucionário. Cassado foi, sim, e por isso sua família recebeu, há pouco, polpuda indenização...

Agora vem o governador José Serra, certamente insuflado por maus conselheiros encaminhar Projeto de Emenda Constitucional (PEC) à Assembléia Legislativa para que a Polícia Militar troque de nome, voltando a se chamar Força Pública. Uma das alegações seria para apagar da história o aspecto militar de “triste memória”.

A preocupação de Sua Excelência deveria ser outra na área da segurança. Cuidar de devolver a tranqüilidade à população, harmonizando as polícias e, principalmente, cumprir as promessas feitas quando do embate Polícia Civil e Polícia Militar, às portas do Palácio do Governo, em 2008. E que até agora nada foi atendido.

Na proposta, dizem alguns interlocutores do  governador, o  objetivo  seria o de “desmilitarizar” a Polícia, para que haja um maior controle pelo Poder Civil. Essa gente, aparentemente mal intencionada, precisa, pelo menos, conhecer um pouco da história policial-militar de São Paulo.


Como bem esclarece o coronel reformado do Exército Brasileiro José Ávila da Rocha, também organizador da Guarda Civil Metropolitana da Capital, “a antiga Força Pública era, de fato, um verdadeiro ‘exército’, pois contava com aviação, tanques de guerra e, lógico, armamento pesado”.

E o Cel. Ávila vai mais longe: “Sem tradição para a segurança pública, com treinamento para o combate, a Força Pública vivia mais combatendo insurretos fora das fronteiras do Estado de São Paulo, deixando a cidade sem policiamento”.

Mais ainda: Adhemar de Barros, quando governador, durante os desfiles da tropa, enchia o peito e se orgulhava de anunciar: “Eis o meu exército!”. Para cobrir a falta de policiamento na cidade de São Paulo à época, foi criada a Guarda Civil, com treinamento para a defesa do cidadão, e não do Estado.

A partir de 1970 a Polícia Militar passou a existir no país, substituindo a Força Pública e extinguindo a Guarda, cujos integrantes puderam fazer opção profissional em continuar carreira uniformizada na PM ou seguir nos quadros da Polícia Civil.


Atordoado com o aumento da taxa de homicídios no Estado (4.771  mortos em 2009 contra 4.426 em 2008)  o  governador  Serra,  que  segundo  alguns “não gosta nada de polícia!”, chegou a atribuir os números “basicamente à crise econômica e ao desemprego”. Louvando-me em informações do jornalista Elio Gaspari, “em Nova York o desemprego chegou a 10,3%, o maior em 16 anos, mas os homicídios foram 466, com uma queda de 10% em relação ao ano anterior, o melhor resultado desde 1963”.

Em ocorrendo, efetivamente, a troca de nomes de PM para FP, muita gente vai sair ganhando... financeiramente. Explico: o novo nome terá de ser FP inscrito em toda papelada que a corporação utiliza.  Tudo bem que alguns lembrem que isso será feito pela Imprensa Oficial do Estado. Mesmo assim há um custo operacional nisso tudo.

pmsp Por conta da mudança de nome, viaturas precisarão ser repintadas. Quartéis e unidades do Interior também. As viaturas do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária e Polícia Ambiental igualmente.

E a troca dos uniformes? Ou será que a mudança de nome seria mais ardilosa: simplesmente para não se enquadrar à nova regra que dá aumento nacional às polícias militares do Brasil. É, pode ser. Se for isso, seria um grande golpe ou uma bela jogada governamental?

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